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Gráfico da semana – A economia informal mundial: extensa mas em declínio

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Via IMF (Den Internationale Valutafond)

Gráfico da semana – A economia informal mundial: extensa mas em declínio






(foto: HannamariaH/iStock by Getty Images)

(foto: HannamariaH/iStock by Getty Images)








October 30, 2019















Thomas F. Alexander

A economia informal, isto é, as atividades econômicas à margem da economia regulada e do sistema tributário, como a de vendedores ambulantes ou motoristas de táxi clandestinos, é difícil de mensurar.

As pessoas e as empresas que participam da economia informal normalmente atuam em pequena escala. Isso significa que não há estatísticas oficiais a respeito dessa economia paralela, portanto sua dimensão é apenas estimada pelos economistas. Algumas técnicas comuns utilizadas são levantamentos ou indicadores indiretos, como a demanda por moeda. 

Os economistas também procuram as causas da informalidade para deduzir sua dimensão. Uma alta carga de impostos, por exemplo, tende a incentivar que mais atividades econômicas permaneçam na economia informal. Do mesmo modo, altas taxas de desemprego podem indicar um mau funcionamento do mercado de trabalho, com um setor formal que não absorve a mão de obra.

Nosso gráfico da semana, baseado na versão atualizada de um estudo anterior do FMI, mostra que o tamanho da economia informal – medida como parcela do PIB – vem diminuindo gradualmente em todas as regiões. Embora as reformas para a redução da informalidade, como a diminuição das barreiras ao registro de empresas, estejam surtindo efeito, a transição da informalidade à formalidade leva tempo.

 

As regiões com a maior parcela de informalidade no período de 2010 a 2017  foram a África Subsaariana e a América Latina e Caribe, ambas com 34% do PIB. Na América do Norte, em contrapartida, a parcela é de 9% do PIB. Na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, o setor informal equivale a cerca de 15% do PIB.

A economia informal está geralmente associada a baixa produtividade, pobreza, alto desemprego e crescimento econômico mais lento. Também é mais preponderante em países de baixa renda, já que os progressos no nível de desenvolvimento econômico facilitam a transição dos trabalhadores para o setor formal. Ao mesmo tempo, a informalidade proporciona trabalho e renda a pessoas que, de outro modo, não encontrariam ocupação, ou suplementa a renda do emprego no setor formal e regulado.

O desafio para as autoridades é criar um ambiente em que o setor formal possa prosperar e, ao mesmo tempo, gerar oportunidades para que os trabalhadores do setor informal mantenham ou melhorem seu padrão de vida. Algumas medidas nesse sentido são a redução do custo dos negócios, o combate à corrupção e a melhoria do acesso a financiamento e serviços. 

O sétimo Fórum sobre Estatísticas do FMI, a ser realizado este ano com o tema Medição da Economia Informal, examinará a definição de “informal” e explorará novas tecnologias, como o uso da iluminação noturna captada por imagens de satélite, para apreender a verdadeira dimensão da economia informal. Isso contribuirá para que as autoridades abordem da melhor maneira os desafios da persistente informalidade.

 

 

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Thomas F. Alexander é economista sênior do Departamento de Estatística do FMI. Atualmente, analisa questões de metodologias estatísticas e elaboração de diretrizes estatísticas. Desde que ingressou no FMI em 2001, trabalhou com uma série de estatísticas macroeconômicas, inclusive balanço de pagamentos e estatísticas de preços. É membro do Grupo de Trabalho da Comissão de Estatísticas de Balanço de Pagamentos do FMI sobre Economia Informal e do Grupo de Trabalho da OIT para a Revisão das Normas Estatísticas da Informalidade. Antes de ingressar no FMI, atuou como consultor, elaborando estimativas sobre o impacto econômico do turismo nos países.

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